Maha
h
a
M
Khumba Mela

Depois de ter trilhado caminhos em busca de Vibhuti, as Cinzas Sagradas, nas montanhas do Himalaia, descemos para a planície do Ganges, rumo ao maior evento religioso no planeta, a Maha Maha Khumba Mela. Para os Hindus, não há momento mais importante, e para quaisquer praticantes seri@s, o evento é incontornável.

Essa gigantesca Mela (festival) narra uma batalha entre deuses e demônios em busca de um pote (Khumba) de Amrit, o néctar da imortalidade, que se encontre no fundo de um oceano.

Por não ser capaz de resgatar o pote, tanto os deuses quanto demônios, decidiram juntar se as forças para retirar dos abismos a Khumba.

Quando finalmente o resgate foi feito, o deus Vishnu fico apreensível que os demônios se acaparam do amrit e dominam para sempre. Decidiu então de pegar o pote e fugir para esconder lo.

Durante a fuga 4 gotas caíram na terra onde se encontra hoje: Allahabad, Haridwar, Nasik e Ujjain, sendo que a maior gota foi em Allahabad, onde se celebra a Maha Kumba Mela (o Grande Festival do Pote) a cada 12 anos. Há cada 3 anos o festival gira em cada uma dessas cidades e volta então em Allahabad completando o ciclo. As datas são escolhidas em relação ao alinhamento dos planetas. No ano 2000, os astros se alinharam de tal forma, que isso acontece apenas uma vez a cada 144 anos.

É o momento mais auspicioso e sagrado quando a Maha Maha Khumba Mela toma vida. Um evento literalmente único na vida, durante a qual 70 bilhões de pessoas participaram. Foi a primeira vez que um encontro humano foi visto do espaço.

Durante o hiverno os rios estão nos seus níveis mais baixos e no leito do Ganges é montado um acampamento de 15 por 3 quilômetros onde os sadhus vão poder receber seus discípulos e peregrinos vindo de todos os azimutes da Índia, e fazer Satsang, congregar com esses homens considerados santos pelos hindus.

Para alguns peregrinos, é talvez o momento de encontro com seu atual ou futuro mestre espiritual.

Para outras pessoas é uma oportunidade de poder purificar seu kharma onde caiu a maior gota, ali nas águas sagradas do Triveni, a confluência dos 3 rios mais sagrados da Índia, o Ganges, o Yamuna e o mítico Saraswati.


Maharaj Amar Bharti Naga Baba
O Portal

Entrar no espaço a onde acontecia o evento era tão mágico que parecia que estávamos passando por um portal místico que nós levávamos para um universo paralelo onde tudo podia acontecer. Ainda em 2000 não havia tanto turismo de qualquer tipo, se encontrava poucos estrangeiros, fato que aumentava a sensação de estar num lugar totalmente além.
Naquela amanhã nublada, após ter passado pelo portal, vi de longe uma silhueta passando entre duas tendas. Por algum motivo, me lembrei de uma foto que uma amiga tinha me mostrado de um sadhu que mantinha um braço levantado há décadas, sem jamais baixar. No mesmo instante eu estava convencido que era aquele homem.

Conduzidos pela curiosidade, Lena e eu chegamos perto da barraca onde havíamos avistado a silhueta. Passamos bem na frente da entrada na esperança que algum nós chama. Sem sucesso passamos novamente e de repente um sadhu sai da tenda e nos convida a entrar. Era um dia bem frio e a entrar nos deparamos com o sadhu do braço levantado que estava se aquecendo com um fogareiro. Era difícil contem nossa alegria. Finalmente depois de tanto tempo percorrendo as estradas frequentadas por iogues, encontramos um verdadeiro tapasvy, praticante da austeridade de Urdhva Bahu, literalmente o braço levantado para o céu.
O nome dele, Maharaj Amar Bharti, o grande rei imortal, da tradição dos Nagas sadhus shivaist, do Juna Akhara.
